Os 10 Erros Financeiros Mais Comuns

Os 10 Erros Financeiros Mais Comuns

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Erros financeiros que podem quebrar sua vida 

Erros financeiros fazem muitas pessoas enfrentarem muitas dificuldades na vida. Embora a economia em crise e fatores socioculturais possam ser apontados como culpados, ainda é possível fazer a sua parte e tentar tomar decisões inteligentes com o dinheiro. Aqui, veremos alguns dos erros financeiros mais comuns que podem levar as pessoas a dificuldades econômicas.

1 – Gastos desnecessários – 1o erros financeiros

Pode não parecer grande coisa comprar aquele cappuccino duplo com mocha, jantar fora ou alugar um filme no pay-per-view, mas cada pequeno gasto conta. Apenas  R$ 25 por semana gastos em jantares fora somam R$ 1.200 por ano — valor que poderia ser usado para pagar cartões de crédito ou outras contas, especialmente se você tiver dívidas. Se você está passando por dificuldades financeiras, evitar esse erro é fundamental.

Dito isso, a palavra-chave aqui é “desnecessário”. Isso é subjetivo. Talvez você realmente anseie ou precise desses cappuccinos, jantares ou filmes para manter seu bem-estar mental. Uma vida financeira saudável pode incluir tudo isso. Dessa forma, o importante é que esse tipo de gasto faça parte do seu orçamento. Se você planeja e pode pagar, aproveite.

Segundo o relatório da Pesquisa de Economia Doméstica e Tomada de Decisões de 2022 do Federal Reserve, 35% dos adultos afirmaram que suas finanças estavam piores em comparação ao ano anterior. Esse é o maior índice desde o início do estudo, em 2012.

Um gasto de R$ 20 por dia em pequenos prazeres (cafés, lanches, aplicativos pagos) pode parecer inofensivo. Mas veja o impacto anual:

Gasto diário      Gasto mensal         Gasto anual         Gasto em 10 anos
R$ 20       R$ 600          R$ 7.200          R$ 72.000

👉 Se esse valor fosse investido em um fundo que rende 0,7% ao mês, em 10 anos você teria mais de R$ 123 mil acumulados.

Casal analisando suas dívidas
Casal analisando suas dívidas

2 – Pagamentos sem fim

Pergunte a si mesmo se você realmente precisa de itens que o façam pagar mensalidades indefinidamente. Considere serviços de streaming ou academias de luxo. São necessidades ou apenas desejos? Muitas vezes, uma academia mais barata pode atender às suas necessidades, permitindo que você economize a diferença.

Quando o dinheiro está curto, adotar um estilo de vida mais enxuto pode ajudar muito a se proteger de dificuldades financeiras.

Serviços por assinatura consomem silenciosamente o orçamento.

Serviço        Valor mensal         Valor anual         Valor em 5 anos
Streaming (2 apps)        R$ 50         R$ 600         R$ 3.000
Academia premium        R$ 300         R$ 3.600         R$ 18.000

👉 Somando todos, em 5 anos você terá gasto R$ 51.000, valor suficiente para dar a entrada em um apartamento.

3 – Viver bem com cartões de crédito evitar um dos principais erros financeiros

Usar cartões de crédito para comprar itens não essenciais é bastante comum. Porém, mesmo que algumas pessoas estejam dispostas ou tenham condições de pagar juros elevados em roupas de luxo ou outros itens caros, isso nem sempre é sensato — a menos que você consiga quitar o valor total antes do fechamento da fatura.

Neste cenário, os juros do cartão de crédito aumentam significativamente o preço dos itens comprados. Em muitos casos, usar o cartão pode significar gastar mais do que se ganha. por outro lado, de acordo com o Banco Central do Brasil, a taxa de juros de cartões de crédito para quem paga o mínimo chegou até 450%.

Um exemplo simples:

  • Compra: R$ 5.000
  • Juros do cartão: 450% ao ano
  • Pagando apenas o mínimo de 30% ao mês, a dívida pode dobrar em menos de 1 ano. 

Isso acontece porque os juros compostos trabalham contra você

4- Comprar um veículo novo pode ser um erro financeiro

Milhões de veículos novos são vendidos todos os anos, embora poucos compradores tenham condições de pagá-los à vista. O financiamento pode parecer uma solução, mas ter condições de pagar a prestação não é o mesmo que ter condições de comprar o veículo.

Esse é mais um dos inúmeros erros financeiros dos Brasileiro, ao financiar um carro, você paga juros sobre um bem que se deprecia, ampliando a diferença entre o valor do veículo e o preço total pago. Além disso, muitas pessoas trocam de carro a cada poucos anos, perdendo dinheiro em cada troca.

Se não houver outra opção a não ser financiar, considere se você realmente precisa de um SUV grande. Esses veículos são mais caros para comprar, segurar e abastecer. A menos que você precise para trabalhar ou transportar cargas regularmente, pode ser mais vantajoso optar por um modelo econômico, com menor custo de manutenção e consumo.

Um carro de R$ 120.000,00 financiado em 60 meses com taxa de 1,87 ao mês e entrada de R$30.000,00 gera:

  • Prestação: R$ 60x 2.508,27
  • Total pago: R$ 180.496,18
  • Juros pagos: R$ 60.496,20
Saia das dívidas
Imagem de Rilson S. Avelar.

 5 – Gastar muito com a casa é um erro financeiro grave

Ao comprar uma casa, maior nem sempre significa melhor. A menos que você tenha uma família numerosa, escolher uma casa de 560 m² só aumentará os custos com impostos, manutenção e serviços públicos.

Antes de decidir, avalie os custos adicionais, além do pagamento mensal da hipoteca. Questione-se: você realmente quer assumir um impacto tão significativo e duradouro no seu orçamento?

Reflita também sobre seu estilo de vida. Por exemplo, ter um quintal grande é importante para você? Se sim, lembre-se de que a manutenção pode ser cara — contratação de serviços, compra de equipamentos, exigências da associação de moradores e eventuais reparos.

6 – Uso indevido do patrimônio imobiliário

Refinanciar e sacar dinheiro da sua casa significa abrir mão de parte da propriedade para outra pessoa. Em alguns casos, pode fazer sentido — por exemplo, para reduzir a taxa de juros ou quitar dívidas mais caras.

Por outro lado, abrir uma linha de crédito com garantia imobiliária pode transformar o valor do seu imóvel em um cartão de crédito. Isso pode significar pagar juros desnecessários para ter acesso ao seu próprio patrimônio.

Ao invés de se individar com imóveis, aprenda a lucrar com os fundos imobiliários como detalhamos em nosso artigo “O que são Fundos imobiliários e como investir

7 – Não poupar

A taxa de poupança no Brasil foi apenas 14,6% em 2024. Muitas vivem de salário em salário — e não há sinais de melhora.

Essa situação coloca as pessoas em risco: qualquer perda de renda pode ser desastrosa. Muitos planejadores financeiros recomendam manter o equivalente a três meses de despesas em um fundo de emergência acessível. Isso pode ser a diferença entre manter ou perder sua casa.

Durante a pandemia, a poupança das famílias aumentou consideravelmente, mas para muitas pessoas esse “colchão financeiro” já se esgotou.

Sem um fundo de emergência, basta um imprevisto para causar desespero.
Exemplo:

  • Despesas mensais: R$ 4.000
  • Fundo ideal (3 meses): R$ 12.000

👉 Sem essa reserva, perder o emprego significa entrar imediatamente em dívidas.

Conheça as formas seguras de investir com nossos artigos “Introdução a renda variável” e “Renda Fixa: Tudo que você precisa saber para sair da poupança e investir melhor.

8 – Não investir na aposentadoria

Se você não fizer seu dinheiro render por meio de investimentos, talvez nunca consiga parar de trabalhar. Contribuir mensalmente para contas de aposentadoria é essencial para garantir o futuro. Temos o artigo “Guia completo sobre Previdência Privada“, que ensina tudo sobre sobre previdência.

Aproveite contas com benefícios fiscais e planos patrocinados por empregadores. Avalie quanto tempo seus investimentos terão para crescer e qual é o seu nível de tolerância ao risco. Se possível, consulte um consultor financeiro para alinhar estratégias aos seus objetivos.

Simulação:

  • Aporte mensal: R$ 500
  • Rendimento médio: 0,85% ao mês
  • Tempo: 30 anos

Soma de todos os pagamentos:   R$180.000,00

Valor futuro de todos os pagamentos :   R$1.179.619,39

 👉 Agora imagine não investir nada: depender apenas da aposentadoria pública pode significar uma renda muito menor que seu padrão de vida atual.

Como sair das Dívidas
Imagem de Nattanan Kanchanaprat

9 – Pagar dívidas com poupança da aposentadoria

Pode parecer lógico usar a poupança de aposentadoria para quitar dívidas caras, mas essa escolha traz riscos. Além de perder o poder dos juros compostos, você pode ter que pagar multa de saque antecipado de 10% caso tenha menos de 59 anos e meio.

Mesmo os planejadores mais disciplinados encontram dificuldades para repor o dinheiro retirado dessas contas. Além disso, ao quitar dívidas, muitas pessoas relaxam no controle dos gastos e acabam se endividando novamente.

Se usar a poupança for inevitável, mantenha a disciplina de viver como se ainda tivesse uma dívida para pagar — só que agora com você mesmo.

10 – Não ter um orçamento familiar é o principal erro financeiro do brasileiro

Seu futuro financeiro depende do que você faz agora. Talvez você dedique horas a serviços de streaming ou redes sociais, mas não reserve tempo para cuidar das suas finanças. É um erro grave.

Ter um plano financeiro bem definido ajuda a estabelecer metas, alocar recursos com sabedoria e lidar melhor com imprevistos. Ele funciona como um guia para decisões importantes, como orçamento, poupança, investimentos e preparação para objetivos de longo prazo — compra de uma casa, educação ou aposentadoria.

Questões adicionais sobre erros financeiros comuns

Por que os cartões de crédito são um problema?

Depender deles pode agravar as dificuldades financeiras. Juros altos e acúmulo de dívidas criam um ciclo de estresse e atraso.

Quanto é demais para uma casa?

Gastar demais com uma casa pode sobrecarregar o orçamento mensal devido a impostos mais altos, custos de manutenção, reparos e manutenção, além de contas de serviços públicos.

A regra 28/36 recomenda que você não gaste mais de 28% da renda bruta mensal com moradia e não mais de 36% com dívidas totais.

Quando não usar o valor do patrimônio da casa?

Tratar o imóvel como um “cofrinho” pode aumentar sua dívida e os juros pagos, colocando seu patrimônio em risco.

Casal analisando suas dividas no papel
Foto de Mikhail Nilov

Por que é importante ter um plano financeiro bem definido?

Ter um plano financeiro bem definido é essencial para garantir um futuro financeiro estável e próspero. Um plano abrangente ajuda você a definir metas claras. Ele também o incentiva a alocar dinheiro com sabedoria e a lidar com as incertezas econômicas. Seu plano financeiro serve como um roteiro para a tomada de decisões financeiras informadas, incluindo orçamento, poupança, investimentos e preparação para marcos futuros, como a aquisição de uma casa própria , educação e aposentadoria .

É possível que não haja nada que você possa fazer diferente. Não há extras no seu orçamento . Não há nada que você possa cortar. Mas, para muitas pessoas, há algumas coisas que podem mudar. Talvez você esteja gastando demais . Então, seja honesto consigo mesmo. Revise as faturas do seu cartão de crédito. Elabore um orçamento realista . Tente cumpri-lo. Se não conseguir — e a maioria das pessoas não consegue — tenha paciência e tente novamente.

E antes de tomar decisões que mudarão sua vida, como comprar uma casa, certifique-se de fazer sua devida diligência.

Por fim, se possível, tente priorizar a economia de parte do que você ganha.

Talvez você não tenha condições de pagar muito agora, mas espero que sua situação melhore. Tenha uma atitude de crescimento. Continue tentando.

Resumo dos principais erros financeiros

Evitar erros comuns durante desafios econômicos pode causar um grande impacto na sua saúde financeira.

Pequenas despesas regulares podem afetar a estabilidade financeira, especialmente em momentos difíceis.

Gastar demais com moradia leva a impostos e manutenção mais altos, sobrecarregando os orçamentos mensais.

Depender excessivamente de cartões de crédito e financiar ativos depreciados pode piorar os problemas financeiros.

Dicas finais de como evitar erros financeiros

  • Dependência excessiva de cartões de crédito agrava as dificuldades financeiras.
  • Gastar demais com moradia compromete o orçamento.
  • Refinanciamentos e uso do patrimônio líquido do imóvel podem gerar dívidas adicionais.
  • Ter um plano financeiro claro evita decisões impulsivas e aumenta sua segurança.

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