
PIS/PASEP 2026: Nova Regra Vai Excluir Milhões. Seu Abono Salarial Está em Risco?
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- 2 de fevereiro de 2026
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Veja cronograma do PIS/Pasep 2026 e suas alterações que vão impactar seu bolso.
A partir de 2026, um dos benefícios mais tradicionais e aguardados pela classe trabalhadora brasileira, o Abono Salarial PIS/PASEP, passará por uma reformulação profunda. A mudança, aprovada no pacote fiscal de 2024, tem um objetivo claro de contenção de gastos, mas seu impacto impactará diretamente no bolso de milhões de cidadãos. Se você sempre contou com esse “13º salário” extra, é hora de entender como as novas regras redefinem radicalmente o direito ao recebimento.
O Teto que Deixará de Ser Dois Salários Mínimos no PIS/PASEP 2026
Até o ciclo de pagamento de 2025 (referente ao ano-base de 2023), a regra era clara e estável: tinha direito ao abono quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais no ano de referência. Era um critério fácil de entender e que se movimentava junto com a valorização do piso nacional.
A grande virada começa em 2026. O limite de renda média mensal deixará de ser indexado ao valor do salário mínimo. Em seu lugar, será estabelecido um valor fixo, corrigido anualmente apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Este é o coração da mudança e a origem de todo o seu impacto futuro.
Tabela Comparativa: Regra Antiga vs. Nova Regra PIS/Pasep 2026
| Característica | Regra Até 2025 (Pagamento em 2025) | Nova Regra Vigente (Pagamento a partir de 2026) |
|---|---|---|
| Teto de Renda Média | Até 2 salários mínimos do ano-base | Valor fixo corrigido apenas pelo INPC |
| Base de Correção Anual | Salário Mínimo (INPC + variação do PIB) | Apenas INPC (inflação) |
| Trajetória Futura | Teto acompanhava o SM | Teto fica progressivamente mais distante de 2 SM |
| Público Alvo | Faixa de renda mais ampla | Progressivamente mais restrito e focalizado |
Por Que a Nova Regra é um “Estrangulamento” Silencioso
O problema central está na diferença das correções. Enquanto o novo teto do PIS/PASEP será reajustado apenas pela inflação (INPC), o salário mínimo tem uma regra de aumento potencialmente maior: INPC + crescimento do PIB de dois anos anteriores.
“Isso cria um descolamento matemático inevitável. O salário mínimo sobe por uma escada, enquanto o teto do abono sobe por um rampa mais lenta. Com o tempo, a distância entre eles se ampliará”, explica a advogada especializada em Direito Empresarial, Mayra Saitta.
Os números projetam um cenário severo. Estima-se uma economia de 30% a 40% nos cofres públicos já no primeiro ano da nova regra, podendo chegar a 50% em dois anos. Essa “economia” traduz-se, na vida real, em milhões de trabalhadores deixando de receber o benefício.
A projeção de especialistas é que, em poucos anos, o teto de renda para ter direito ao abono equivalha a aproximadamente um salário mínimo e meio, e não mais dois.
Resumo do Impacto Prático:
Se hoje um trabalhador precisa ter tido uma renda média de até R$ 2.640 (2x o mínimo de 2024) para ter direito, em um futuro próximo, com a nova regra, esse limite pode equivaler a apenas R$ 1.980 (1,5x o mínimo futuro). A faixa de trabalhadores que ganham entre 1,5 e 2 salários mínimos será a mais impactada e gradativamente excluída.
Quem Mantém o Direito? Os Requisitos que Permanecem
Apesar da mudança no critério de renda, os outros requisitos para acesso ao Abono Salarial seguem inalterados. Para receber, além de atender ao novo teto (renda média ≤ valor corrigido pelo INPC), é preciso:
Estar cadastrado no PIS/PASEP há, no mínimo, cinco anos.
Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias (consecutivos ou não) no ano-base.
Ter tido os dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou eSocial.
O valor do benefício permanece sendo de até um salário mínimo vigente no ano do pagamento. O PIS (para iniciativa privada) é pago pela Caixa; o PASEP (para servidores públicos), pelo Banco do Brasil.
Estratégias de Compensação: O que Fazer Se Você Pode Perder o Direito?
A perda de um benefício consolidado exige ação e planejamento. Se você se enxerga na faixa de renda de risco, é hora de se movimentar:
Diagnóstico Imediato: Acesse agora a Carteira de Trabalho Digital ou o Portal Gov.br e consulte seus anos-base. Entenda sua posição atual.
Projeção Financeira Pessoal: Faça as contas. Se sua renda tende a crescer acima da inflação (INPC), você está no grupo de risco. Planeje-se para que, em alguns anos, esse valor extra não faça mais parte do seu orçamento anual.
Fortaleça sua Reserva de Emergência: Use esta mudança como um alerta definitivo. O abono nunca deve ser visto como reserva, mas sua possível ausência reforça a necessidade urgente de construir uma “reserva de segurança” de pelo menos 3 a 6 meses dos seus gastos essenciais.
Revise Seu Orçamento: Analise gastos, identifique vazamentos e busque otimizar suas finanças para criar uma sobra mensal que compense, no longo prazo, a perda do benefício.
Calendário do abono salarial PIS/Pasep em 2026
Os pagamentos serão distribuídos em sete lotes, com início em 15 de fevereiro e término em 15 de agosto de 2025. Os beneficiários terão o valor disponível para saque até 29 de dezembro de 2026.
Veja o cronograma completo:

Conclusão: Não Fique Sem Se Planejar
A reforma do PIS/PASEP é um marco que reflete a busca por ajuste fiscal, mas coloca sobre o trabalhador a responsabilidade de uma adaptação proativa. A era da garantia do abono para quem ganha até dois salários mínimos chega ao fim.
Sua Ação Prática Agora:
PASSO 1: Consulte seu direito para os ciclos anteriores e fique atento às divulgações sobre o novo teto para 2026.
PASSO 2: Assine nossa newsletter ou acompanhe nosso site para atualizações sobre o calendário de 2026, que será divulgado em dezembro.
PASSO 3: Transforme a preocupação em planejamento. Comece hoje a construir resiliência financeira para que mudanças nas regras de benefícios não ditam a saúde do seu orçamento.
O momento é de atenção, informação e, acima de tudo, ação. Seu futuro financeiro agradece.


